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BOLETIM CLAREANDO – AGOSTO/2009

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Fique por dentro dos assuntos da Paroquia Santa Clara de Assis, de Bauru/SP.

Missa em Louvor à Santa Clara

Frei Dito e Dom Frei Caetano

Frei Dito e Dom Frei Caetano

Foi realizado no dia 11 de agosto, na Igreja de Santa Clara, Missa em louvor a Padroeira dos Frades Menores, Santa Clara. Dom Frei Caetano Ferrari, presidiu a cerimônia solene realizado ás 19h30.
Na homilia, Frei Caetano falou sobre a humildade de Clara, e disse que todos podemos ser como Clara, vivendo a pobreza, sendo um Frade Menor, uma Irmã ou um Leigo engajado na causa do social, disse que de vez em quando é hora de vermos o que termos sobrando em nosso armário, para dar ao irmão que tem menos, em tom de brincadeira Dom Caetano disse que á ele nunca falta nada, em especial, sapatos, pois na Franca (Diocese de Franca), ele costumava ser presentiado com sapatos. “Eu estou de sandálias, vejam só, uma sandália importada, e é mais bonita que a do Frei Dito”, brincou o Bispo Frade, ao final da missa, Frei Dito respondeu “Então, Dom Caetano quando tiver uma sandália importada sobrando, pode enviar pra gente”.
Após a Missa, Frei Caetano deu a benção ao bolo de Santa Clara, além de que pode rever alguns parentes que moram e fazem parte da comunidade de Santa Clara de Assis.

Wesley Machado

Inaugurado monumento de homenagem ao 8º centenário da OFM

Obelisco Santa Clara 002
Foi inaugurado no sábado, 08 de agosto, o monumento em homenagem ao 8º Centenário da Espíritualidade Franciscana, comemorado no ano de 2009. O artista responsável pela obra foi o pároco de Santa Clara de Assis, Frei Benedito G.Gonçalves, OFM.

Veja as imagens abaixo:

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Obelisco Santa Clara 006

11 de Agosto: Santa Clara de Assis

<strong>Santa Clara de Assis

santaclara_dito“Escuta, filha, vê e presta atenção,
Esquece o teu povo e a casa de teu pai.
De tua Beleza se encantará o rei;
Ele é teu Senhor, inclina-te diante dele!”
(Salmo 44)

Chiara Favarone di Offreduccio nasceu a 16 de julho de 1194, em Assis. Seu nome, dado pela mãe, é a sua carteira de identidade: “Clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima nas virtudes” (1Cel 8 ). Esta é a nossa Clara de Assis, Santa Clara, Mãe e Irmã, sopro do Espírito, luz para os que buscam as trilhas do sagrado e a plenitude do humano! Santa Clara morreu aos 11 de Agosto de 1253, no Convento de São Damião, aos sessenta anos, apertando nas mãos e no coração a Regra de Vida aprovada por Inocêncio IV, seu sonho, vocação e realização.

Aos dezoito anos, no dia 19 de Março de 1212, junta-se a Francisco de Assis, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula e, a partir dali, Assis e o mundo ganham um modo fascinante e próprio de encarnar o Evangelho. A gentil dama assisiense diz adeus aos projetos da família biológica, às ofertas do mundo, à sua beleza e aos dotes matrimoniais, à riqueza, ao palácio, castelo e nobreza, à presença na sociedade de Assis, e vai, com sensibilidade e coragem indomável, seguir os caminhos do Senhor numa nova família espiritual. Esta escolha juvenil teve as marcas da fidelidade por quarenta anos.

Na sua adolescência e juventude, antes de seguir radicalmente o Evangelho e o jeito de Francisco, Clara já acolhia, atendia, cuidava e nutria enfermos, pobres e leprosos. Distribuía sorrisos, presença, sopa, ataduras e aquele modo feminino de aliviar as misérias de então. Uma mulher como ela, destinada às cortes e aos príncipes, que encontra tempo para os que estão fora do status e da riqueza, só pode inaugurar um virtuoso caminho que leva à santidade.

Esta mulher bela, inteligente, amável, segura, piedosa e admirada, constrói no jeito natural de sua juventude, a grande fundadora da Segunda Ordem, as Damas Pobres, as Reclusas de São Damião, as Damianitas, enfim as Clarissas. Quem tem uma vida concreta arrasta atrás de si seguidoras: Inês e Beatriz, suas irmãs de sangue, sua mãe Ortolana, cinqüenta Irmãs naquele primeiro Mosteiro de Assis e tantíssimas Irmãs Clarissas espalhadas pelo mundo. Quem são as Clarissas? Vamos buscar a resposta nas Fontes primitivas:

O biógrafo medieval, Tomás de Celano, assim diz: “Este é aquele feliz e santo lugar em que, decorrido já o espaço de quase seis anos da conversão do bem-aventurado Francisco, teve feliz início, por intermédio do mesmo homem bem-aventurado, a gloriosa Religião e excelentíssima Ordem das Damas Pobres e virgens santas; neste lugar, viveu a Senhora Clara, oriunda da cidade de Assis, pedra preciosa e fortíssima, fundamento de outras pedras sobrepostas.(…) Ela foi posta como proveito para muitas e, como exemplo, para inúmeras. Nobre pela estirpe, mais nobre pela graça; virgem no corpo, castíssima no espírito; jovem na idade, mas madura no espírito; firme no propósito e ardentíssima no desejo do amor divino; dotada de sabedoria e de especial humildade.(…) Sobre ela ergueu-se a nobre estrutura de preciosíssimas pérolas, cujo louvor provém não dos homens, mas de Deus (Rm2,29), visto que nem a limitada faculdade de pensar é capaz de meditá-la, nem a concisa linguagem é capaz de explicá-la. Pois, antes de tudo, vigora entre elas a especial virtude da mútua e contínua caridade que de tal forma une as vontades delas que, morando juntas quarenta ou cinquenta no mesmo lugar, o mesmo querer e o mesmo não querer fizeram nelas de diversos um único espírito. Em segundo lugar, em cada uma brilha a gema da humildade que de tal modo conserva os dons concedidos e os bens recebidos dos céus que merecem as demais virtudes. Em terceiro lugar, o lírio da virgindade e da castidade de tal maneira asperge todas com admirável odor que, esquecidas dos pensamentos terrenos, elas desejam meditar unicamente os celestes, e de fragrância dele nasce tão grande amor para com o Esposo eterno nos corações delas que a integridade deste sagrado afeto exclui delas todo costume da vida anterior. Em quarto lugar, todas foram marcadas pelo título da altíssima pobreza a ponto de mal ou nunca consentirem em satisfazer a extrema necessidade do alimento e da veste” (1Cel 8, 18-19).

Juntemos a esta precisa descrição de Celano a verdade de que Clara e suas filhas tem a coragem de centrar toda a energia do amor no Único Esposo, um amor incondicional, um amor de intimidade; que encontram na oração e na contemplação os canais mais convergentes para o Divino; na quietude e na solicitude, na fraternidade e na atividade, na minoridade e na benignidade, a tarefa de amar e servir.

Clara e Irmãs Clarissas, tronco da mesma raiz, flores femininas da mesma planta; missionárias da prece, comunhão eclesial, guardiãs do melhor que o Carisma tem: revelação, inspiração, reconstrução. Elas cuidam do manancial de onde brota a nossa vida evangélica franciscana, água viva com sabor clariano, que não podemos deixar de beber. Na Festa de Santa Clara vamos pedir a bênção para a Mãe!

Por Frei Vitório Mazzuco, OFM

CONVERSANDO COM O BISPO

conversando com bispo

O mês vocacional é tema da coluna Conversando com o bispo do JC

Coluna Conversando com o bispo, publicada na edição de 2 de agosto do Jornal da Cidade.

Na Igreja, a cada domingo de agosto lembramos uma vocação: no 1º, dos ministros ordenados (bispos, padres, diáconos); no 2º, da vida em família (em especial dos pais); no 3º, da vida consagrada masculina e feminina; no 4º, dos ministérios e serviços leigos; e no 5º, dos catequistas.

É um dado antropológico: cada pessoa tem sua vocação. Não há ser humano que não se sinta chamado a ser alguém, a cumprir uma missão, a ocupar o seu lugar no mundo para ser feliz. Nós, pessoas de fé, dizemos que Deus é o autor de toda vocação. Ele chama cada um de nós para, cumprindo uma tarefa neste mundo, participar de sua vida e ser feliz. Então, toda vocação é, em primeiro lugar, uma graça muito especial de Deus. Mas nem sempre ela é logo clara; às vezes custa a ser descoberta. É a experiência pela qual muitos santos passaram. Por exemplo, São Francisco rezou por longo tempo até conhecer a sua: “Senhor, que queres de mim?”. E quando a descobriu não cansava de repetir: “Foi o Senhor quem me revelou o que fazer”. Desde então, sua oração consistiu em pedir luzes e forças para bem cumprir o chamado de Deus: “Ó glorioso Deus Altíssimo, iluminai as trevas do meu coração, concedei-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito. Dai-me o reto sentir e conhecer, a fim de que possa cumprir o sagrado encargo que na verdade acabais de dar-me”.

Em segundo lugar, a vocação exige resposta livre e consciente. É que o chamado e a resposta só são verdadeiros se realizam-se na liberdade entre pessoas: Deus e o homem. São, pois, ações que só podem ser compreendidas na lógica e no contexto do amor. A vocação não é nunca uma obrigação, uma imposição, um destino irrevogável, menos ainda uma loteria cega. Ainda que a vocação se realize por ações humanas, até demasiadamente humanas, e bem concretas, como no caso de São Francisco, ela ilumina a vida, remete a um ideal maior e proporciona alegria e satisfação de, em última instância, estar cumprindo a vontade de Deus. Para aprender a amar a Deus, Francisco teve primeiro que amar os pobres e vencer o nojo. E o conseguiu quando apeou de seu cavalo, abraçou o leproso, beijou-o no rosto e o cobriu com manto importado de Paris. Não foi fácil para o jovem burguês, filho de abastado proprietário de loja de tecidos estrangeiros, cujos negócios prosperavam em consequência dos novos ricos do capitalismo emergente. Foi, porém, depois desse gesto que Francisco pôde ouvir a voz do Crucificado e entendê-la: “Francisco, restaura a minha Igreja, que, como vês, está em ruínas”. Com a alma tomada de indizível alegria, contou ele mais tarde que não demorou muito para dar um novo rumo à sua vida, cuja história todos nós conhecemos.

A partir de hoje, somos convidados a dedicar todo o mês de agosto à oração, reflexão e ação sobre o tema das vocações. E nesta primeira semana, tenhamos presente em nossas orações o Bispo, os Padres, os Diáconos e os Seminaristas da Diocese. No próximo dia 4, festa do Santo Cura D’Ars, São João Maria Vianney, comemoramos o dia do Padre. Ao ensejo dos 150 anos de sua morte, o Papa Bento XVI o proclamou padroeiro de todos os Padres e instituiu 2009 um especial “Ano Sacerdotal”, com o objetivo de despertar a consciência quanto ao valor e importância do Padre para a vida da Igreja e da sociedade, hoje, e de suscitar preces e súplicas pela santificação do Clero.

Caro leitor ou leitora, como se deu a sua vocação e como ela ainda continua acontecendo? Qual a sua missão neste mundo? Para quem é você? Seja grato a Deus por sua vida e vocação e saiba a cada dia dizer-lhe: Senhor, eis-me aqui! Fazei de mim segundo a vossa vontade! Amém!

Dom Caetano Ferrari

Bispo Diocesano de Bauru

BOLETIM JULHO/2009

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.clareandu jiji